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Farofa de Dendê #semanadafarofa

Fui convidada pelos Gastrotwitteiros (grupo ligado à gastronomia do Twitter), através da Dirlene D’Addio, para participar da Semana da Farofa. Pensei logo nesta Farofa de Dendê, bem baiana, com eu. Esta farofa acompanhada por um peixe com leite de coco ou com uma moqueca de peixe, siri, arraia, hum, é muito boa.
É uma farofa super simples. A única dificuldade pode ser encontrar o azeite de dendê, mas na maioria dos supermercados, principalmente os maiores você já encontra na seção que tem shoyu, molho inglês, etc…

Farofa de Dendê

Ingredientes
1/2 xícara ( de chá) de azeite de dendê

1 cebola média picada

Farinha de mandioca crua que baste

Sal a gosto

Modo de Preparo
Aqueça o azeite de dendê. Junte a cebola picada. Deixe fritar até ficar tenra. Acrescente o sal e vá juntando farinha de mandioca até obter uma mistura solta e seca. experimente o sal e se precisar é só corrigir.

Sobre o Azeite de Dendê
O azeite de Dendê é produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como Dendezeiro (Elaeis guineensis). É muito usado na culinária baiana e africana. Podemos fazer pratos como caruru, vatapá, acarajé, bobó-de-camarão, abará, entre outros.

Algumas marcas:

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Escondidinho de Charque com Macaxeira #receita

Escondidinho de Charque com Macaxeira é um clássico, né gente? Aqui em casa é sucesso absoluto. E eu, como gosto muito de coisas práticas (como vocês já sabem), amo a ideia de deixar um refratário desses prontos e no dia seguinte só colocar para gratinar.

Se você for dar um jantar ou um almoço, deixe um desses prontos na geladeira e no dia seguinte você já tem a refeição praticamente pronta. Você só vai precisar de um arroz branco e uma salada (prefiro de folhas) e você terá uma refeição completa com este escondidinho.

Você também pode congelar. Se você usar as técnicas certas de congelamento, ele se conserva perfeito por três meses no freezer.

Escondidinho de Charque Com Macaxeira

Ingredientes
1 kg de macaxeira cozida
500 g de charque desfiada
200 g de queijo muçarela fatiado
1 vidro de leite de coco (200 ml)
3 xícaras (de chá) de leite
1 colher de manteiga
1/2 cebola picadinha

Modo de Preparo

Descasque a macaxeira (mandioca), corte-a em pedaços para facilitar o seu cozimento, coloque em uma panela e cubra com água e sal. Deixe cozinhar por aproximadamente 2 horas para que fique bem solta e mole, se preferir use a panela de pressão, aí ela cozinha por uns 30 minutos. Depois escorra a água e quando estiver morna, bata aos poucos no liquidificador com o leite e o leite de coco. Dá para amassar com um garfo e ir incorporando o leite. Reserve.

Para dessalgar a charque (carne seca), o bom é deixar ela de molho em água de um dia para o outro, trocando a água umas 3 vezes.

No dia seguinte, coloque a carne na pressão cubra com água e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos, se estiver macia, escorra a água, deixe esfriar e desfie. Frite a cebola na manteiga, crescente a carne desfiada e dê uma refogada.Em um refratário coloque uma parte do purê e depois a charque deixando a massa toda coberta por ela, depois cubra com o resto da massa e em seguida coloque as fatias de queijo muçarela sobre todo o escondidinho. Leve ao forno para gratinar.

 

Dá para ser feito em uma porção única ou em porções individuais, em ramequins. Eu acho um charme quando ele é feito em porções individuais.

Dica: Dá para fazer escondidinho de camarão, carne de sol, bacalhau, ou só queijo, para quem não come carne.

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Curau ou Canjica (no Nordeste)

 

Conhecido como curau, nos estados do sudeste brasileiro, a canjica, como é chamada aqui no nordeste é feita de milho verde, leite, leite de coco e açúcar. Eu acho uma delícia, seja para comer de colher ou para comer em fatias.
Esta que fiz é a que depois de fria dá para cortar em fatias
Aqui nesta época, tem pilhas imensas de milho verde nas feiras, eu mesma toda semana estou comprando. Comprei esta semana para fazer esta deliciosa canjica.

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Bolo de Aipim com Leite Condensado e Caramelo – Segredinho Consul

Achei uma delícia esta ideia da Consul de descobrir os segredos do Brasil. Eu tenho um monte de segredinhos, quase todos divididos aqui no blog, gosto demais de compartilhar minhas ideias, minhas descobertas e meus segredinhos. Quando vi  esta ideia da Consul para contarmos nossos segredinhos das festas regionais, no caso a Festa de São João, amei. Aqui no Nordeste as Festas Juninas são tão importantes quanto Natal, Páscoa e outras. Tem comidinhas que a gente só come nesta época do ano. Eu, por exemplo, tenho lembranças vivíssimas de minha infância com uma mesa super farta na casa de minha vó Lindaura, lá no interior da Bahia. Era licor de todo tipo, delícias de milho, bolos dos mais diversos,canjica, mungunzá e amendoim cozido. Toda  família reunida, pais, avós, tios, primos e os amigos. Sem falar da fogueira, dos fogos, da roupa de caipira, dos dias com os primos fazendo bandeirolas e balões de papel de seda coloridos para enfeitar o salão.

Então, quando vi esta ideia da Consul, não pensei duas vezes em dividir com vocês um segredinho meu de uma delícia que faço nesta época e que todo mundo come e lambe os beiços, kkk. É o Bolo de Aipim Com Leite Condensado e Caramelo. Pense em uma coisa boa. Eu tenho muitos segredinhos, mas este é realmente especial. É um bolo super úmido, feito com uma receitinha de família guardada a sete chaves.

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Como Fazer Carne de Sol Com a Carne Crua – DIY.

 

Como boa nordestina gosto demais de Carne do Sol. Quando morei no Estado de São Paulo eu não encontrava muito fácil para comprar, então todas as vezes que minha mãe ia me visitar, ela fazia para deixar lá para a gente.

Eu nunca tinha feito Carne de Sol antes, mas como tem sempre gente que me pergunta como faz, resolvi fazer para colocar no blog. É facílimo!!!

Agora, quem gosta de Carne do Sol e mora no exterior ou em Estados onde não encontra para comprar, agora já pode fazer a sua própria Carne do Sol. Quem sabe você até se torna uma fornecedora de Carne do Sol para os amigos e conhecidos aí na sua cidade, já pensou um din din extra no fim do mês.

Primeira pergunta:
Qual carne usar?
Tem que ser uma carne de boa qualidade. Pode ser por exemplo: maminha, picanha, contra-filé, coxão-mole, alcatra, até com lagarto eu soube de gente que fez e ficou bom.

Segunda pergunta:
Qual o sal que devo usar? O fino ou o grosso?
Eu prefiro o fino, pois ele penetra melhor na carne tornando o processo mais rápido.

Terceira pregunta:
Quanto de sal vai usar?
Tanto eu quanto minha mãe colocamos no olhômetro, isto é, não temos medida, mas não economize. O sal é usado para desidratar a carne então coloque bastante. Quem já fez receitas com carne do sol sabe que ela é bem salgada (tipo o bacalhau) e que antes de prepará-la temos que dessagá-la.

Quarta pergunta:
Fica muito tempo no sol?
Ela chama-se Carne do Sol, mas não vai no sol e sim no sereno.

Vamos Fazer a Carne de Sol?

  • Escolha uma carne de boa qualidade e abra em mantas com aproximadamente 3 a 4 cm de espessura. Coloque a manta de carne em um recipiente e  espalhe o sal por cima, vire a carne e espalhe o sal do outro lado também.
  • Cubra o recipiente com um pano de prato e deixe descansando por aproximadamente 12 horas.
  • Depois, coloque um varal à sombra,  pendure a carne e deixe “curar” mais ou menos 48 horas. Se puder deixar no sereno melhor ainda. Eu coloquei um varal entre a cozinha e a despensa (onde tem uma janela), no quintal não ia rolar, pois ia ser um banquete para os gatos da vizinhança, hahaha.
  • Durante a noite eu deixei a carne descoberta, mas durante o dia eu cobri com um paninho por conta das moscas, poeira, estas coisas.
  • Depois de pronta é só conservar na geladeira.

Obs. Depois de pronta a carne muda de cor. Você vai ver que ela fica mais escura que a carne crua.

Dicas

  1. Quando for usar a carne, lave muito bem para retirar o excesso de sal. Depois deixe de molho no leite que além de tirar o resto do sal, vai deixar a carne bem mais macia.
  2. Quando fritar a Carne do Sol, não deixe muito no fogo, pois ela fica dura. O sal já faz uma espécie de pré-cozimento na carne, então quando dourar um pouquinho já retire do fogo.

Receitas Com Carne de Sol:

Como sugestão segue uma lista de receitas com Carne de Sol: CLIQUE AQUI.

 

 

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Mungunzá para uns, canjica para outros, mas o que importa é a delícia que é.

Mungunzá é como chamamos este prato aqui no nordeste, já no sudeste é conhecido como canjica. Normalmente é feito com milho branco, mas desta vez fiz com o milho amarelo e confirmei que também fica uma delícia.
Eu gosto de comer bem quentinho nos dias frios e gosto também geladinho para o lanche.

Mungunzá

Ingredientes

500g de milho para canjica ou mungunzá

1 litro de água

800 ml de leite de vaca

200 ml de leite de coco

1 xícara (de chá) de coco fresco ralado

3 xícaras (de chá) de açúcar

2 ou mais paus de canela

6 cravos

 

Modo de Preparo

Deixe o milho de molho de um dia para o outro. Leve ao fogo em uma panela de pressão com um litro de água, o cravo e a canela e cozinhe por 30 minutos. Depois tire a pressão e se o milho já estiver macio, junte o leite, o leite de coco, o açúcar e o coco ralado, cozinhando por mais 30 minutos com a panela sem a tampa. O caldo vai engrossar e secar um pouco.

 

Dica:

  1. Dá para servir quente, morna ou gelada.
  2. Se gostar, polvilhe com canela em pó.
  3. Eu deixei secar bem, mas se você preferir deixe mais caldo


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Arroz de Cuxá – Cozinha Maranhense da Boa

Eu nunca tinha comido nenhuma comida tipicamente maranhense. Tive a oportunidade de experimentar lá no Nordeste Culinária. Luécia Lemos nos ensinou estes dois pratos típicos do Maranhão: Arroz de Cuxá e Torta de Camarão (depois publico). Que delícia! Gostei demais do Arroz de Cuxá, pena que a vinagreira não seja tão fácil de encontrar por aqui. A Torta de Camarão eu já conhecia, na Bahia, onde eu nasci, é chamada de Frigideira de Camarão.
Vamos conferir a receita de Arroz de Cuxá:

Arroz de Cuxá

Ingredientes
1 kg de arroz lavado e escorrido
1/2 kg de camarão seco lavado e escorrido
5 maços de vinagreira sem o talo
200 g de gergelim branco torrado
2 cebolas
3 dentes de alho amassados
1/2 xícara de azeite de oliva
Sal a gosto

Modo de Preparo
Corte as folhas de vinagreira e reserve. Refogue a cebola no azeite, acrescente o alho e depois o camarão e refogue mais um pouco. Junte o arroz e as folhas de vinagreira, mexa bem.. Acrescente água fervendo, sal e deixe cozinhar. Quando o arroz estiver macio e a água secar junte o gergelim ligeiramente triturado. Na hora de servir acrescente um pouco mais de azeite de oliva.

 

Vinagreira

A vinagreira também é conhecida como caruru-azedo ou quiabo-roxo e seu nome científico é Hibiscus sabdariffa. É uma planta típica da flora do Maranhão. Muito rica em ferro, além de ser usada na culinária ela tem propriedades medicinais. Se você quiser saber mais sobre esta planta veja na Wikipedia e na Universidade Federal do Maranhão.

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Notícia
O blog está meio devagar estes dias porque estou doentinha. Por isto também não tenho visitado os blogs amigos. Assim que eu melhorar completamente volto a atualizar e fazer minhas visitinhas costumeiras.

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Jerimum Camarão Pitanga e Queijo Coalho by César Santos

César Santos é tido como o Embaixador da Gastronomia Pernambucana e eu o conheci no Nordeste Culinária, ainda não tive o prazer de  conhecer o seu,  Oficina do Sabor, em Olinda. Mas experimentei um pouquinho do seu talento. Ele nos deu uma aula sobre os sabores pernambucanos e fez duas receitas surpreendentes e saborosíssima. Tenta aí, faz este queijo de aperitivo e depois este jerimum, aposto que você vai fazer o maior sucesso. Já pensou um cardápio destes no Dia das Mães?

Jerimum Camarão Pitanga

  • Ingredientes:

    300 g de camarão descascado
    200 ml de suco de pitanga
    200 ml de água
    50 g de açúcar
    50 ml de azeite de oliva
    50 g manteiga
    1 colher (de sobremesa) de tempero pronto
    1 colher (sobremesa) de mostarda
    1 pitada de pimenta do reino
    1 cebola cortada à juliana
    10 folhas de hortelã
    1 colher de sopa de requeijão cremoso
    1 jerimum jacarezinho de 1 1/2 kg mais ou menos

Modo de Preparo

Abra o miolo da abóbora em forma de tampo e retire as sementes. Lave bem, tampe novamente e leve ao forno em banho-maria por 1h30min ou até que esteja macia.

Em uma panela aqueça o azeite junto com a manteiga e coloque a cebola para refogar. Espere um pouco e junte o suco de pitanga e a água. Depois tempere com o açúcar, a mostarda, a pimenta do reino, o tempero pronto e a hortelã. Deixe cozinhar por 10 minutos. Acrescente os camarões e cozinhe mais 10 minutos. Recheie a abóbora, coloque o requeijão por cima e sirva. Fica bom se acompanhado, como na foto, de arroz de espinafre, por exemplo.

Obs. Use suco de pitanga industrializado, o natural pode amargar.
Se quiser fazer uma porção maior, compre uma abóbora maior e dobre a quantidade de ingredientes.

Entrada de Queijo Coalho

Ingredientes

  • 1 kg de queijo coalho
  • 100 g de alho (corte laminado)
  • 200 ml de azeite de oliva
  • Farinha de trigo para empanar
  • Folhas de manjericão
  • Sal a gosto

Modo de Preparo

Corte o queijo em porções de 10 cm, passe na farinha de trigo e frite no azeite. Junte o alho e deixe fritar. Acrescente o manjericão, deixe fritar um pouco. Arrume o queijo em uma travessa e coloque o alho e o manjericão por cima. Sirva quente.

Obs. Segundo ele fica bom com queijo de cabra.

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César Santos disse lá no congresso que o melhor queijo coalho que existe é o daqui (Garanhuns) e o de Cachoeirinha. Que orgulho em Garanhuns!

Eu assino em baixo, o queijo coalho daqui é bom mesmo eu compro toda semana e como cru mesmo, como dizem aqui.

Na foto eu e César Santos:

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Bolos Pernambucanos – Patrimônio do Estado no “Nordeste Culinária”

Quando me mudei para Pernambuco o que me chamou muita a atenção foi como o Pernambucano gosta de bolo. Eu tenho amigas que fazem bolo toda terça e toda sexta-feira “religiosamente”, Não falta bolo na casa delas. É muito dificil você chegar na casa de um pernambucano e ele não te oferecer um pedaço de bolo. Outra coisa que eu achei interessante são as lojas que vendem bolos, não é que vendem bolo também, não, só vendem bolo. Não é aquele bolo confeitado, recheado, não. É bolo “simples” assim: bolo de trigo, bolo de macaxeira, bolo de ameixa, bolo de puba, etc… Só aqui em Garanhuns tem várias destas casas de bolo (é assim que chamam aqui). Eu compro, nestas casas de bolo um bolo de macaxeira, de umas 10 fatias por 3, 4 reais, barato, né?

Para você ter uma ideia como o bolo é importante neste Estado, dois deles foram reconhecidos como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco. O Bolo de Rolo recebeu este título em 2007 (Lei Ordinária Nº 379/2007) e o Bolo Souza Leão em 2008 (Lei  Ordinária nº 357/2007). Estes bolos trazem um pedaço da história pernambucana no seu recheio. Segundo os pesquisadores, por exemplo, o Souza Leão é mais que um bolo, ele representa um verdadeiro grito de independência da nossa gastronomia. Foi a primeira receita legitimamente pernambucana. O Bolo Souza Leão foi criado por dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti que, querendo valorizar os ingredientes de sua terra, decidiu substituir os ingredientes que se usava para fazer bolo na época, a maioria vindos de Portugal, por elementos daqui.

Para mim o curso de Bolos Pernambucanos do Congresso Nordeste Culinário, que pela primeira vez foi realizado em Recife, era o mais aguardado. Até já fiz  o bolo Souza Leão aqui em casa, mas morria de curiosidade de como se faz o tão delicado Bolo de Rolo. Aprendi! Depois vou fazer aqui em casa e aí publico com passo a passo e tudo.
Os bolos que aprendemos a fazer foram:

1 – Bolo Pé de Moleque
2 – Bolo de Rolo
3 – Bolo de Tapioca
4 – Bolo Luis Felipe com Queijo de Coalho
5 – Bolo Souza Leão
Vou passar as receitas e o modo de preparo e com o tempo vou fazendo com o passo a passo e colocando aqui, ok?

Bolo Pé de Moleque 

Ingredientes

  • 500 g de massa de mandioca
  • 350 ml de coco
  • 400 g de açúcar mascavo
  • 150 ml de mel de engenho
  • 4 ovos
  • 4 cravos
  • 3 g de erva doce
  • 100 g de castanha de caju triturada
  • 100 g de amendoim triturado
  • 200 g de manteiga
  • Castanha de caju para decorar

Modo de Preparo

Bata no liquidificador a mandioca, os ovos, o cravo, a erva doce, o açúcar, o leite de coco e o mel de engenho. Despeje em uma vasilha e acrescente a manteiga derretida, o amendoim e a castanha. Despeje em uma forma untada, decore com as castanhas e leve para assar em forno médio por 40 minutos.

Bolo de Rolo

Ingredientes

  • 250 g de açúcar
  • 250 g de manteiga
  • 5 ovos
  • 300 g de farinha de trigo
  • 300 g de goiabada

Modo de Preparo
Misture o açúcar e a manteiga, junte os ovos e bata até obter um creme esbranquiçado. Misture a farinha com a ajuda de um fouet, mexendo de baixo para cima. Unte e polvilhe, com farinha de trigo, uma forma, coloque uma pequena (pequena mesmo) quantidade de massa e espalhe com a ajuda de uma colher. Leve para assar em forno pré aquecido. Ele assa muito rápido. Depois ainda morno, desenforme. Dissolva a goiabada com um pouco de água, no fogo. Pegue o bolo coloque em cima de um pedaço de papel manteiga, passe a goiabada (bem pouco) e enrole como um rocambole. Corte as extremidades e passe o bolo enrolado no açúcar cristal.

Obs. Não usa fermento

Bolo de Tapioca

Ingredientes

  • 2 xícaras (de chá) de açúcar
  • 200 g de manteiga
  • 4 ovos
  • 2 xícaras (de chá) de farinha de trigo
  • 100 g de coco ralado
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 pitada de sal
  • 2 xícaras (de chá) de tapioca
  • 1 xícara (de chá) de leite
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher (de sopa) de fermento

Modo de Preparo
Bata na batedeira o açúcar, as gemas e a manteiga até ficar cremoso. Junte o leite condensado e bata novamente. Misture a tapioca, a farinha de trigo e o fermento e vá acrescentando na batedeira, intercalando com o leite e o leite de coco. Depois junte o coco ralado. Bata as claras em neve e acrescente à massa. Despeje em uma forma untada e polvilhada com farinha de trigo. Leve ao forno médio, por cerca de 40 minuto ou até ficar dourado.

Bolo Luís Felipe Com Queijo de Coalho

Ingredientes

  • 400 ml de suco de caju ou leite integral
  • 150 ml de mel de engenho
  • 400 ml de leite de coco
  • 8 ovos
  • 1 lata de leite condensado
  • 200 g de queijo coalho
  • 250 g de manteiga
  • 200 g de açúcar
  • 360 g de farinha de trigo

Modo de Preparo
Junte todos os ingredientes e bata no liquidificador por 10 minutos. Forme uma assadeira com papel manteiga e unte e polvilhe farinha de trigo por cima do papel. Despeje a massa e leve para assar por 40 minutos.

Obs. Este bolo também é conhecido como: Bolo da Moça.
Ele fica bom depois de frio

Bolo Souza Leão

Ingredientes

  • 500 g de açúcar
  • 250 ml de água
  • 200 g de manteiga
  • 500g de massa de mandioca
  • 750 ml de leite de coco
  • 9 gemas
  • 1 pitada de sal

Modo de Preparo
Faça uma calda com o açúcar e a água em ponto de fio médio. Desligue o fogo, acrescente a manteiga e deixe esfriar. Junte as gemas peneiradas, o leite de coco, a mandioca e o sal. Bata no liquidificador. Asse em banho-maria, em uma forma untada e polvilhada com farinha de trigo. Depois de assado tire do banho-maria e deixe dourar mais uns 15 minutos no forno.

Obs. Não leva fermento.
O ponto fica bom quando frio.



Este curso de Bolos Pernambucanos foi ministrado pela chef Tânia Bastos. Tânia é chef e consultora para muitas empresas. Além de criar e manter o Espaço de Gastronomia Tânia Bastos, onde ministra treinamento e atualizações para profissionais.

 

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Vatapá da Eva

Na Cozinha das Fias
 
Esta foi uma das delícias que comi, estes dias que estive em Senhor do Bonfim, na Bahia. Vocês sabem que Vatapá é uma típica comida baiana, né?
Conta a lenda história que o vatapá é influência da culinária africana na cozinha brasileira, trazida pelos escravos nos navios negreiros. Dizem que eles quando aqui chegaram, desenvolveram outros pratos, utilizando ingredientes locais para suplementarem sua alimentação, assim como desenvolveram o angu e a feijoada.
Pois bem, o vatapá pode ser feito de pão ou de farinha de trigo. Vou confessar para vocês que nunca gostei do feito com farinha de trigo, achava “fino”, sem gosto, sei lá. Mudei de opinião! Comi um vatapá maravilhoso feito pela Eva, lá em Bonfim. Comi, jurando que era de pão e qual não foi minha surpresa quando ela me disse que era de farinha de trigo. Então correndo, peguei a receita para passar para vocês.
Ela fez assim:

Vatapá da Eva

Ingredientes:

  • 1 kg de farinha de trigo
    2 garafinhas de dendê (de 200 ml)
    2 garafinhas de leite de coco (de 200 ml)
    1 1/2 litro de leite integral
    1 copo americano de amendoim torrado
    1 copo americano de castanha de caju torrada
    2 colheres (de sopa) de gengibre ralado
    200g de camarão seco e defumado
    Pimenta malagueta a gosto (opcional)

Modo de Preparo
Coloque no liquidificador 1/2 litro de leite com a castanha, o amendoim, o gengibre e o camarão. Bata bem e despeje em uma panela grande, vá acrescentando o restante do leite (frio) e a farinha de trigo, até obter ponto de massa de bolo. Agora acrescente 1 garrafinha de leite de coco e outra de dendê, misture bem e leve ao fogo, mexendo sempre. Quando engrossar mais, acrescente a outra garrafinha de leite de coco e de dendê, deixe engrossar mais um pouco, coloque o sal e a pimenta, se quiser, e desligue. Coloque em uma vasília de servir e pronto.

Obs: Existem diversas receitas de vatapá. Na Bahia, quase toda família tem a sua, hahahaha. Minha mãe mesmo, faz uma que é de babar. Tem receita que vai bacalhau, outras usam cebola e coentro e por aí vai. Se você faz uma diferente desta, manda para mim, contato@aquinacozinha.com.