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Mungunzá Salgado

 

Eita friozinho bom gente. Está fazendo frio aí na sua região? Aqui está frio e com uma chuvinha mais fria ainda. Ontem como falei, foi feriado aqui em Garanhuns, dia do padroeiro da cidade. Aproveitando o frio e a vontade de comer uma comida mais “pesada”, daquelas que esquentam até a alma, resolvi fazer esse Mungunzá Salgado. Foi uma boa opção. Uma deliciosa opção!

Esse mungunzá se encaixa na categoria de comidas tipo Feijoada, Cassoulet e por aí vai. Mungunzá é conhecido no Sudeste como canjica, então essa seria uma Canjica Salgada.

Aproveitando eu queria dar duas dicas:

  • Esse Mungunzá Salgado é uma opção muito boa para servir nas Festas Juninas que estão pipocando pelo país. Coloca ele em canequinhas e serve bem quentinho e você vai ver o sucesso que você vai fazer.
  • Uma boa também, é servir em copinhos de boteco em dias de jogos. Como a Copa das Confederações começa amanhã, faz esse mungunzá e serve com uma pimentinha para os torcedores de sua casa e depois me conta se não foi sucesso.

Vamos à receita?

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Receita de Pudim de Tapioca de Cristininha

Cristininha é uma prima de meu marido, mas quem me passou essa receita foi a irmã dele, Ana, há muito tempo atrás e eu nunca tinha feito. Mas, esses dias remexendo nos meus arquivos do computador encontrei a receita e resolvi fazer. É uma receita de família e família baiana.

Essa receita é feita com a farinha de tapioca que é muito comum na Bahia. Não sei se em outros estados tem essa farinha, se tiver me diz aí nos comentários e como ela se chama. A farinha de tapioca é mais quebradinha e torradinha dê uma olhada na Foto 01 onde estão os ingredientes. É com ela que na Bahia fazemos o Cuscuz de Tapioca, Bolo de Tapioca, Mingau de Tapioca, Bolinho de Estudante e outras receitas. Não é a tapioca usada para fazer a tapioca que conhecemos por aí, aquela que parece uma panqueca e que chamamos de Beiju de Tapioca. O Beiju de Tapioca é feito com a goma de tapioca que é a mesma goma de mandioca, veja:  Como fazer tapioca.

Minha mãe quando veio me visitar me trouxe um pacote dessa  farinha de tapioca então aproveitei e fiz essa receita e vão ter outras também aguardem.

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Moqueca de Dourado

Bom sábado, bom fim de semana. Eu sei que eu disse que tenho procurado não trabalhar no sábado, mas hoje não deu. Eu estou trabalhando, o maridão está trabalhando e assim vamos que vamos. Muitas vezes na sexta-feira tento deixar algum post programado para ser publicado no fim de semana, mas ontem não deu e hoje estou aqui e quero muito mostrar para vocês essa Moqueca de Dourado que fiz. Ah e vou escrever já já um post mostrando um Sorvete Caseiro de Coco, vou deixar programado para ser publicado amanhã, ok?

Para quem está de folga e só fuçando a Internet, bom descanso. Fica um pouquinho por aqui, curte as postagens e depois vai ficar off line curtindo os prazeres de uma boa folga. Que tal ir num parque, fazer um piquenique, visitar amigos, arrumar suas gavetas ou só ficar à toa. Eu amo ficar jiboiando. Sabe como é? Lá largadona sem fazer nada.

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Dobradinha à minha moda

No inverno me dá vontade de comer “comida pesada”. Tipo Feijoada, Vaca Atolada, Dobradinha, etc… Acontece isto com você também? Será que é o frio? Será que queremos ser aconchegadas pela comida? Será que isto é o verdadeiro comfort food? (Leia sobre comfort food neste artigo do Bolsa de Mulher do qual somos parceiros).

Sei lá! O fato é que nesta época quero comer este tipo de comida. De preferência bem quente. Nos dois sentidos: Quente do fogo e quente da pimenta.

Veja a dobradinha que fiz:

Dobradinha à Minha Moda

Ingredientes

  • 1 kg de bucho bovino
  • 250 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 200g de bacon picado
  • 2 limões
  • 500 g de feijão branco
  • 1 cebola picada
  • 5 dentes de alho
  • 1/2 pimentão verde picado
  • 1/2 maço de coentro picado
  • 1 colher (de sopa) de colorífico
  • 1 colher (de sopa) de óleo
  • Sal a gosto

Modo de Preparo

Deixe o feijão branco de molho na véspera (ou por pelo menos 5 h) em água.

Enquanto isto, retire toda a gordura aparente do bucho. Lave ele diversas vezes. Em um recipiente com água esprema e esfregue os limões sobre o bucho e deixe ele de molho nesta água por uns 10 minutos. A seguir escalde o bucho por 3 vezes, sempre com água limpa. Pique bem pequeno.

Cozinhe o feijão branco e o bucho picadinho na panela de pressão por uns 15 minutos, não deixe o feijão amolecer muito.

Em uma outra panela coloque o óleo e o bacon para fritar. Junte o alho e a cebola e frite mais um pouco. Acrescente o pimentão e a linguiça e refogue um pouco.
Coloque em uma panela (eu coloquei em uma de barro) o feijão com o bucho e o refogado com a linguiça. Junte o colorífico, o sal e o coentro e deixe no fogo baixo. Sempre que precisar de mais água acrescente água quente. Deixe cozinhar muito bem até tudo ficar bem macio.

Obs. Usei a linguiça calabresa fina, mas pode ser a grossa normal

Dica:

Escondidinho de Charque com Macaxeira #receita

Escondidinho de Charque com Macaxeira é um clássico, né gente? Aqui em casa é sucesso absoluto. E eu, como gosto muito de coisas práticas (como vocês já sabem), amo a ideia de deixar um refratário desses prontos e no dia seguinte só colocar para gratinar.

Se você for dar um jantar ou um almoço, deixe um desses prontos na geladeira e no dia seguinte você já tem a refeição praticamente pronta. Você só vai precisar de um arroz branco e uma salada (prefiro de folhas) e você terá uma refeição completa com este escondidinho.

Você também pode congelar. Se você usar as técnicas certas de congelamento, ele se conserva perfeito por três meses no freezer.

Escondidinho de Charque Com Macaxeira

Ingredientes
1 kg de macaxeira cozida
500 g de charque desfiada
200 g de queijo muçarela fatiado
1 vidro de leite de coco (200 ml)
3 xícaras (de chá) de leite
1 colher de manteiga
1/2 cebola picadinha

Modo de Preparo

Descasque a macaxeira (mandioca), corte-a em pedaços para facilitar o seu cozimento, coloque em uma panela e cubra com água e sal. Deixe cozinhar por aproximadamente 2 horas para que fique bem solta e mole, se preferir use a panela de pressão, aí ela cozinha por uns 30 minutos. Depois escorra a água e quando estiver morna, bata aos poucos no liquidificador com o leite e o leite de coco. Dá para amassar com um garfo e ir incorporando o leite. Reserve.

Para dessalgar a charque (carne seca), o bom é deixar ela de molho em água de um dia para o outro, trocando a água umas 3 vezes.

No dia seguinte, coloque a carne na pressão cubra com água e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos, se estiver macia, escorra a água, deixe esfriar e desfie. Frite a cebola na manteiga, crescente a carne desfiada e dê uma refogada.Em um refratário coloque uma parte do purê e depois a charque deixando a massa toda coberta por ela, depois cubra com o resto da massa e em seguida coloque as fatias de queijo muçarela sobre todo o escondidinho. Leve ao forno para gratinar.

 

Dá para ser feito em uma porção única ou em porções individuais, em ramequins. Eu acho um charme quando ele é feito em porções individuais.

Dica: Dá para fazer escondidinho de camarão, carne de sol, bacalhau, ou só queijo, para quem não come carne.

Lelê da Bahia. Lelê ou Muxá, você conhece?

Pois bem, Lelê e Muxá pelo que descobri estes dias são a mesma coisa: Uma sobremesa feita de quirera de milho. Quirera de milho, também conhecida como canjiquinha ou xerém é aquele milho amarelo todo quebradinho.
Lelê é como esta sobremesa é conhecida na Bahia e Muxá é como os capixabas a chamam lá no Espírito Santo.
No finalzinho de janeiro a Marly publicou no blog dela (aqui) a receita do Muxá. Fiquei surpresa, pois conhecia aquela sobremesa com o nome de Lelê. Dei uma googada e descobrir que os dois são a mesma coisa e mudam de nome dependendo do estado brasileiro.
Desde o dia que vi a receita da Marly fiquei com a maior vontade de fazer Lelê. Eu gosto demais desta sobremesa e aliás, não como só como sobremesa, eu como a qualquer hora e em qualquer momento. Afinal eu sou praticamente a rainha do milho, hahahaha. Quem me acompanha aqui sabe que gosto demais de milho e de tudo que é feito com ele.
Então, anteontem fiz o Lelê e me acabei de tanto comer, rsrsrs. Aquele “bolinho” bem úmido e com aquela consistência meio granulosa, mas muito macia, é uma perdição. Eu não tinha leite de coco integral (da fruta mesmo) aqui em casa, então usei leite de coco (de garrafinha), mas mesmo assim ficou ótiiiimo. quanto ao coco ralado, eu usei a fruta.
Antes de começar, quero dedicar este post à Marly (blog Saboreando a Vida) que me lembrou desta receita e também à Luisa, minha cunhada que adora estas comidinhas baianas. Gente, quando vou passar férias na casa de praia de Luisa, lá na Bahia (ai, ai, Bahia do meu coração), vocês acreditam que quando ela não faz estas delícias, ela levanta bem cedo e vai buscar estas delícias, inclusive Lelê, lá em Jacuípe, no restaurante de Chica para gente tomar café da manhã, antes de irmos nos esbaldar nas praias de Jacuípe, Arembepe, Guarajuba, etc… Isto que é cunhada, né não?
Agora vamos ao Lelê:

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